:::eportefólio:::

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Docente – Drª Ana Amélia

relatório – eportefólio

Posted by J L em Fevereiro 23, 2007

O eportefólio é, hoje em dia, visto como uma ferramenta de sonho! Segundo alguns autores, este instrumento do século XXI tem um efeito sobre a educação que só se compara à introdução da escolarização formal.

De acordo com a informação encontrada no site ePortefolio Portal esta ferramenta é vista como um sistema de informação baseado na web que usa meios e serviços electrónicos. O aprendiz/estudante constrói e mantêm um repositório de “objectos/artefactos” que pode usar para demonstrar as suas competências e reflectir sobre a sua própria aprendizagem.

No actual contexto europeu, o eportefólio surge como um “instrumento de facilitação da mobilidade, da transparência e do reconhecimento das aprendizagens formais e informais realizadas ao longo da vida”.

Como já vimos o termo eportefólio abarca uma grande variedade de interpretações em função dos diversos propósitos para que pode servir, de acordo com o ePortConsortium podemos distinguir três tipos de eportefólio: pessoal, de aprendizagem e profissional.

Ao nível pessoal, este instrumento, relaciona-se com aspectos particulares da nossa vida que podem ser publicados online. Além disso, também pode ser utilizado como estratégia de formação e avaliação com colegas, professores e especialistas.

Devido às particularidades acima mencionadas alguns especialistas consideram que o eportefólio é uma ferramenta para desenvolvimento profissional que tem inúmeras potencialidades para se tornar o Currículo Vitae do futuro.

No contexto educativo eportefólio é uma selecção digital de trabalhos produzidos pelos alunos/formandos que apresentam evidências da aprendizagem. A sua organização permite acompanhar o progresso e o desempenho do seu autor através do registo dos êxitos e das dificuldades encontradas ao longo de um período de tempo determinado para a sua elaboração. O arquivo dos resultados da aprendizagem, reflexões e testemunhos mais significativos é realizado online. Este facto possibilita a partilha de conhecimento entre comunidades e favorece a recolha de feedback de colegas e professores.

Como profissional em educação acho que a minha escolha não poderia deixar de ser o eportefólio de aprendizagem. Solicitar aos estudantes a elaboração de um portefólio digital sem passar pela experiência desse processo, seria, para mim, a perda de uma oportunidade para reflectir sobre a sua importância.

Tal como no portefólio tradicional, parece inquestionável o seu valor pedagógico. A sua construção permite descrever e documentar diversas capacidades e competências dos formandos. Neste registo do processo de aprendizagem sabe-se o ponto de partida do formando, o que já aprendeu e o que ainda falta aprender (De Fina, 1992).

Em termos de avaliação, esta colecção refinada de conteúdos privilegia a avaliação formativa, o formando é um participante activo na avaliação, durante o processo de construção deve reflectir sobre os documentos seleccionados e desvendar as razões das suas opções. A reflexão deve permitir a tomada de consciência sobre pontos fortes e fraquezas relativamente ao processo de aprendizagem e aos progressos verificados.

Desde cedo pensei em realizar o meu eportefólio. Em Janeiro comecei a construir um novo blog (http://pt.wordpress.com/) o qual foi o meu ponto de partida para este desafio. Quando me foi dado a conhecer a plataforma da Ellg ( http://elgg.net/), explorei as suas potencialidades, contudo constatei que nada de novo me oferecia. O WordPress era mais fácil de usar e intuitivo além disso era mais personalizável. Estas foram as razões da minha escolha em detrimento da plataforma da Ellg. Nesta altura questionei-me se a grande proliferação dos blogs não poderia colocar em risco a existência das plataformas mais específicas como a Ellg.

Ambas as plataformas permitem criar uma comunidade com interesses pedagógicos comuns onde é possível partilhar o mesmo conhecimento ou as mesmas fontes. O estudante tem o seu espaço online onde pode escrever e publicar links, imagens, áudio, vídeo, etc. Permite a outros indivíduos editar, comentar ou contribuir para o mesmo fim. É possível publicar e distribuir os conteúdos, geralmente categorizados (tag), através de newsletter, email, RSS feeds, alerts, etc. Possui ferramentas de pesquisa e filtragem que permitem encontrar a informação de uma forma fácil e rápida. O administrador/editor possui direitos de gestão que lhe permitem personalizar o acesso – ou não – aos seus conteúdos.

Alguns autores (De Fina, 1992; Murphy, 1998) referem a existência de três fases no processo de implementação de um portefólio de aprendizagem: fase de preparação, fase de realização e uma fase de interpretação.

Desenvolver um sistema e uma estrutura para o meu eportefólio apresentou alguma dificuldade, sobretudo na fase de preparação porque não existe uma receita para construir eportefólios, além disso no meu percurso académico nunca tinha tido a oportunidade de o fazer.

Tendo em consideração a opinião de Bernardes e Miranda (2003) as finalidades do meu eportefólio de aprendizagem são: co-responsabilizar-me pela progressão da minha aprendizagem; ilustrar o meu desenvolvimento durante o primeiro semestre, e avaliar a prossecução dos objectivos do currículo.

Se por um lado, estou convicto que o meu eportefólio deverá ser de aprendizagem, por outro, também sou da opinião que ele deve fazer a ligação com o meu percurso “profissional”, pois sou um “profissional” da educação. Considero que este cruzamento será uma mais valia para a minha formação, permite reagrupar diferentes actividades que mostram a minha evolução pessoal, profissional e académica. Estabelecer relações entre as diversas aprendizagens, realçando o processo de integração pessoal dos diversos saberes adquiridos ao longo da vida é então mais uma finalidade/própósito deste eportefólio.

A escolha da estrutura foi influenciada fundamentalmente pela sua finalidade. Neste eportefólio podemos navegar através de três menus: um do lado esquerdo (formação), outro do lado direito (actualização da formação) e uma barra superior. O menu do lado esquerdo, possuiu duas categorias (pastas) principais: formação académica e formação profissional.

Na primeira, podemos encontrar quatro subcategorias referentes às disciplinas do primeiro semestre do curso de especialização que estou a frequentar nesta universidade: Avaliação da Formação, Comunicação Educacional e Tecnologias da Informação (ceti), Formação e Gestão dos Recursos Humanos (fgrh) e Metodologias da Investigação em Formação (mif). Enquanto que na segunda pasta temos três subcategorias que representam as áreas mais importante do meu desempenho como docente: Educação Física, Desporto Escolar e Área de Projecto. No menu do lado esquerdo podemos ainda encontrar: um motor de pesquisa interno, os arquivos mensais, um calendário da actividade desenvolvida e os meus contactos.

Reservei o menu do lado direito para criação de uma comunidade com interesses educativos comuns – através do chat e de um grupo de discussão sobre a importância do uso do eportefólio –  e para actualização (RSS) da minha formação profissional e académica ao longo da vida (emprego, eportefólio, elarning, e-tools, educação, moodle e web 2.0.. Considerei também importante colocar exemplos de outros eportefólios e os meus sites educativos preferidos.

Na barra superior encontramos o acesso à página principal (homepage) e à direita desta, várias páginas secundárias onde encontramos os seguintes links: trabalhos práticos desenvolvidos na disciplina de Ceti, amigos da Uminho e referências. Estas páginas são igualmente importantes pois dão a conhecer um pouco de mim e a minha evolução ao longo do semestre.

Relativamente ao aspecto gráfico, penso que é bastante atractivo. É de fácil navegação, pois qualquer utilizador se apercebe rapidamente do seu funcionamento. Os menus de navegação e os títulos são bem visíveis, o que facilita a memorização.

O equilíbrio de cores parece-me bom, sendo esteticamente agradável. A cor principal é o laranja e a secundária é o cinzento. As hiperligações têm efeitos visuais à passagem do rato e contrastam com as cores de base do eportefólio.

Durante a fase de realização deste eportefólio tive dificuldade em identificar o essencial do acessório, quer nas minhas produções, quer na pesquisa efectuada. Se por um lado o receio de escrever algo que pudesse ser apreciado por todos me afligia, por outro lado utilizava imenso tempo na Internet à procura de exemplos de eportefólios para tentar perceber o que era desejado.

Os resultados da pesquisa eram sempre muito limitados e isso causava-me algum stress, pois não sabia como começar nem por onde começar.

Os conteúdos também estão intimamente ligados às finalidades ou propósitos de um eportefólio. As amostras de trabalhos realizados nas diferentes disciplinas são o componente principal do meu eportefólio, foram seleccionadas aquelas que representam melhor as evidências da minha aprendizagem ao longo do semestre. Aqueles que a seguir menciono são eixo principal das minhas reflexões e representam uma grande variedade de experiências:

· Informações e interesses pessoais

· Historial profissional

· Comentários pessoais e reflexões

· Trabalhos solicitados pelos professores

· Leituras efectuadas (bibliografia e fontes)

· Distribuição de conteúdos (RSS)

· Apresentações

· Podcast

· Vídeo

· Recomendações

Ainda na nesta fase aprendi a realizar a auto-avaliação do meu trabalho, examinando-o diariamente, registando diversas experiências da minha aprendizagem, reflexões e actualizando os itens que ia colocando no meu blog. Tudo isto exigia grande disponibilidade de tempo e acarretou um grande número de decisões e mudanças, quer nos meus hábitos de trabalho, quer acerca das convicções sobre a construção do processo de progressão da minha aprendizagem.

A pesquisa sobre os diferentes temas foi um dos pontos fortes deste trabalho, realizei-a de uma forma sistemática e persistente ao longo de todo o semestre. Gostei de todas as temáticas, mas a minha paixão foi, sem dúvida, a Web 2.0. Pesquisei imenso e experimentei quase todos os serviços oferecidos.

Outro aspecto a salientar é a ligação deste trabalho aos diversos aspectos da vida. Sem querer ser demasiado exaustivo tentei que fossem expressados os diferentes níveis da minha identidade: pessoal, formação (académica e profissional) e comunidade.

De todos eles os mais úteis foram o del.icio.us (http://del.icio.us/) e o skype (http://www.skype.com/intl/pt-pt/). O primeiro permitiu-me guardar, partilhar e actualizar os meus links favoritos, enquanto que o segundo encurtou distâncias e fomentou o trabalho de grupo nas diferentes disciplinas.

Um dos pontos fracos deste eportefólio foi a minha resistência à escrita, publiquei muitos itens/posts ao longo do semestre, mas nem sempre tive tempo para efectuar a uma verdadeira reflexão sobre os mesmos, este facto advém sobretudo da minha condição de estudante-trabalhador.

Uma das mais-valias deste projecto, foi poder aplicar aquilo que estou a aprender. Em Área de Projecto, estou a ensinar os alunos a utilizar o wordpress com o objectivo de construir, até ao final do ano lectivo, o seu eportefólio. Apesar deste processo ainda estar no início já posso constatar a grande motivação dos estudantes.

A reflexão sobre os conteúdos aqui abordados, permitiu aceder e descodificar informação a diferentes níveis e uma aprendizagem mais efectiva, menos burocrática e mais autónoma.

Conclusão

Apesar de Vilas Boas (2003) se ter referido ao portefólio na sua generalidade, não considerando especificamente o digital, acredito que este tipo de trabalho se baseia nos princípios da construção, reflexão, da criatividade, da parceria, da auto-avaliação e da autonomia. Além destes, a referida autora, acrescenta os princípios apontados por Klenowski (2003): promove uma perspectiva de aprendizagem, é um processo, incorpora a análise do desenvolvimento da aprendizagem, requer auto-avaliação, encoraja a selecção e a reflexão do aluno sobre o seu trabalho, considera os professores como facilitadores da aprendizagem.

No trabalho desenvolvido consideramos o processo de criação de um eportefólio em quatro etapas: pesquisa e recolha de documentos, selecção dos melhores objectos,  reflexão sobre os itens seleccionados e ligação dos diversos aspectos da vida: pessoal, conhecimentos, trabalho e comunidade.

É fundamental reforçar a ideia dos eportefólios como uma ferramenta dinâmica e flexível para professores, formadores e estudantes onde sobressai grande potencial educativo, social e transversal.

A realização deste eportefólio permitiu concretizar um desafio com satisfação de ter conseguido algo diferente, é especial para mim porque permite organizar, guardar e posteriormente melhorar os meus documentos. Ajudou-me a aprender e a organizar o meu estudo/trabalho e a utilizar o pc e as novas tecnologias de uma forma mais cuidada eficiente e sistemática. Nunca pensei que o seu uso fosse tão determinante para o desenvolvi meto da minha aprendizagem.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

http://education.guardian.co.uk/elearning/story/0,,1724614,00.html

http://en.wikipedia.org/wiki/EPortfolio

http://es.wikipedia.org/wiki/Portafolio_de_aula

http://gabinetedeinformatica.net/wp15/2007/01/05/portafolios-electronico-que-son-y-como-pueden-beneficiar-experiencias-de-aprendizaje-i/

http://www.danwilton.com/eportfolios/whatitis.php

http://www.educause.edu/ELI/5524

http://www.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/UMEventos/EventoView.ascx&ItemID=502&Mid=232&lang=pt-PT&pageid=118&tabid=0

 

Bernardes, C.; Miranda, F. (2003). Portefólio uma Escola de Competências. Porto. Porto Editora.

De Fina, A. (1992). Portfolio assessment: Getting started. New York. Scholastic Professional Books.

Fernandez, L. (2002). Diagnóstico em Educação. Lisboa. Instituto Piaget.  

Murphy, A. (1998). A model for authentic assessment utilizing portfolios. Ann Arbour. UMI.

Vilas Boas, Benigna (2006). Portefólio, Avaliação e Trabalho Pedagógico. Porto. Edições Asa.

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potencialidades pedagógicas do blogue

Posted by J L em Fevereiro 20, 2007

 hoje comecei a ler as primeiras páginas do artigo dado pela Professora Ana Amélia: “Blogue uma ferramenta com petencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino”.

desde logo me deparei com várias palavras novas: blogosfera, blogomania, weblog, fotoblog, videoblog e monoblog, e-caderno, posts.

deste modo pude verificar a importância em estar actualizado, pois no âmbito das novas tecnologias, todos os dias surgem palavras novas, algumas das quais, atrás citadas, temos de passar a juntar a tantas outras que de uma maneira ou outra já utilizamos no nosso dia a dia tais como: telemóvel, PDA, cibernautas, web, site, link, on-line, mailing e intranet.

relativamente aos blogues fiquei a saber que estes estão numa fase de expansão e que ao nível do ensino são uma ferramenta pedagógica bastante inovadora onde a motivação aparece como um factor determinante para o seu o sucesso.

este diário on-line de fácil edição, hoje conhecido por blog, pode ser pessoal ou colectivo. a diversidade temática é bastante abrangente, surge diariamente com diversas finalidades podendo esta disponível ao público em geral ou estar restrito a uma comunidade específica.

cada uma das intervenções do gestor do blog chama-se post, ele geralmente actua como moderador. os visitantes podem deixar os seus comentários, por isso podemos dizer que esta ferramenta pedagógica permite uma comunicação bilateral online entre os diversos participantes.

quando aplicado ao contexto formativo, o blogue poderá ser útil não só para professores e formandos, mas também para directores de empresas, encarregados de educação e todos aqueles que estão interessados em acompanhar e avaliar a evolução da formação.

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top web 2.0 – aqui estão os mais nomeados …

Posted by J L em Fevereiro 9, 2007

top web 2

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power point sobre os indicadores de qualidade

Posted by J L em Fevereiro 9, 2007

 

Resolvi disponibilizar aqui no blogue o trabalho em power point elaborado no nosso curso sobre os indicadores de qualidade de um site. para fazeres o download clica aqui

indicadores de qualidade - clica aqui

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podcasting e muito mais … gravar, copiar e colar … mp3

Posted by J L em Fevereiro 9, 2007

Há alguns anos atrás existia o gravador de cassetes onde gravávamos os nossos programas favoritos. Hoje em dia temos o Audacity.

Free Sound Editor and Recording Software

Este programa permite gravar, em tempo real, tudo o que ouvimos no nosso computador, por exemplo o nosso programa de rádio favorito ou um cd. Além disso podemos abrir a maior parte dos ficheiros áudio, cortar e colar e converte-los para vários formatos inclusive para mp3. Neste último caso temos de fazer o download de uma aplicação chamada Lame. Para mais informações sobre este procedimento deverá ler a ajuda: Como copiar e instalar o Lame MP3 encoder?

Homepage: audacity
audacity: download
lame: download

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tabelas no blog com esta ferramenta colaborativa

Posted by J L em Fevereiro 9, 2007

 

O writely passou a chamar-se Google Docs & Spreadsheets, agora além do processador de texto online podemos também usufruir de uma folha de cálculo. A cada documento publicado é dado um endereço ao qual podemos aceder directamante.

Nota – para aceder a este programa tem de ter um conta de email do google (gmail).

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em 2007 a blogosfera atingirá o ponto de saturação

Posted by J L em Fevereiro 9, 2007

 

A Gartner prevê que a criação de blogs poderá atingir o topo da popularidade em 2007. A consultora estima que no final do primeiro semestre do próximo ano existam 100 milhões de páginas deste género e que, a partir dessa data, os números comecem a descer.

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del.icio.us – favoritos online com a web 2.0

Posted by J L em Fevereiro 8, 2007

del.icio.us – é um software online (web 2.0) que permite guardar e aceder aos teus favoritos a partir de qualquer computador com uma ligação à internet.

para saberes mais clica aqui
para te registares clica aqui

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web 2.0 – processadores de texto

Posted by J L em Fevereiro 8, 2007

estamos habituados a ter o nosso processador de texto – na maioria das vezes chama-se microsoft word – instalado no nosso PC, no entanto, com a web 2.0 esse processo não é necessário.

com esta nova tecnlogia as nossas aplicações passam a estar online. outra vantagem é que, por agora, esta tecnologia é gratuita.

por vezes para a construção deste blog recorro ao writely. até hoje achava que esta era a melhor aplicação deste tipo, contudo hoje conheci uma outra que se chama: ajaxWrite.

por enquanto não vou deixar aqui a minha opinião sobre esta última aplicação, espero que experimentem ambas e depois deixem aqui o vosso comentário.

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Desktop ou Webktop

Posted by J L em Fevereiro 8, 2007

O termo Web 2.0 foi lançado como uma fórmula de marketing numa série de conferências em Outubro de 2004. Não existia uma definição precisa deste termo. Os seus criadores entendiam que a Web estava a entrar numa nova etapa da sua existência com o surgimento de serviços novos e inovadores e que o velho termo (Web 1.0) estava fora de moda.

 

Segundo a Wikipédia o termo Web 2.0 refere-se à segunda geração de serviços e aplicativos da Web e aos recursos, tecnologias e conceitos que permitem um maior grau de interactividade e colaboração na utilização da Internet. As aplicações desta geração disponibilizam interfaces tão dinâmicas quanto as existentes nas tradicionais aplicações desenvolvidas para desktops.

 

A vulgarização da banda larga e o aparecimento de inúmeras aplicações AJAX têm contribuído para que o utilizador começa a acreditar na Web 2.0 e a substituir, sem dar por isso, a sua forma de estar. Quantos de nós já preferimos o Gmail ao Outlook?

 

Estamos a assistir a uma mudança gradual, mas sustentada. Em breve, os nossos computadores passarão a possuir apenas o sistema operativo e um browser, as aplicações, baseadas na tecnologia AJAX, já não estarão do lado do utilizador, mas do lado do servidor, serão carregadas a partir da rede.

 

Segundo Paulo Trezentos da revista bits&bytes, o termo Desktop poderá vir a ser substituído por Webktop. Para este especialista, “Webktop é um computador em que as aplicações não estão armazenadas localmente mas são executadas via web”. De acordo com o mesmo autor “as vantagens do webktop são inúmeras: custo mais baixo de manutenção, ciclo de novas versões mais rápido, possibilidades de trabalho colaborativo, documentos centrados e armazenados de forma segura, mudança de paradigma de “compra de software” para “subscrição de serviço”, menor necessidade de hardware potente porque parte das aplicações corre no servidor”.

 

Apesar de ser um adepto destas novas tecnologias acho que elas ainda estão numa fase embrionária. Basta comparar por exemplo a aplicação Writely com a Microsoft Word, rapidamente me lembro do meu velhinho macintosh de há 12 anos atrás.

 

O avanço das aplicações desktop, a confidencialidade e a segurança dos dados parecem ser as três maiores desvantagens da web 2.0 em relação às aplicações tradicionais. Contudo é, sem dúvida, muito atractivo ter uma aplicação que funciona em qualquer plataforma (Windows, Linux ou Mac), em qualquer lugar e que não necessita de ser instalada. Os grandes beneficiados são os utilizadores por isso devemos testar, familiarizar e incentivar o uso destas novas tecnologias de forma a preparar esta mudança.

 

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0

Revista bits&bytes de 15 de Dezembro de 2006

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